Água Boa – Preso foi morto e esquartejado dentro da cela; pedaços do corpo foram encontrados na rede de esgoto (ver atualização)

ÁGUA BOA – Um preso foi morto dentro da cela e jogado os pedaços do corpo na descarga do sanitário.

O caso foi descoberto na manhã desta segunda-feira (21) por que a rede de tubulação de esgoto entupiu e quando foi retirada a tampa da caixinha de contenção de resíduos, foi encontrado pedaços de carne humana.

O crime deve ter acontecido nesta noite. Na conferência em uma das celas faltou um detento.

Quando os agentes invadiram a cela onde foram encontrados as roupas e os ossos. A cabeça não estava no cubículo, poderá ter sido esmagada e também jogada na descarga.

A Polícia Civil e Politec estão realizando as investigações e recolhendo matérias para análise.

A reportagem não conseguiu o nome do preso que foi morto. As autoridades ainda não pronunciaram sobre o caso.

Atualização

Um crime chocante de repercussão estadual foi descoberto na manhã de ontem (21) na Penitenciária Regional Major Zuzi de Água Boa. Na contagem dos presos, os agentes penitenciários notaram a ausência de um reeducando. Em seguida, a confirmação de um crime macabro.

O reeducando veio transferido recentemente da Penitenciária Central do Estado em Cuiabá. Segundo fontes da penitenciária, ele pertencia ao PCC – primeiro Comando da Capital, uma facção criminosa que atua dentro e fora dos presídios em todo país. O que restou do corpo do apenado foi localizado em uma cela do Raio Vermelho.

A visão macabra chocou até mesmo os agentes penitenciários e policiais que investigam o crime. O corpo foi esquartejado e desossado. As partes moles do corpo tinham sido jogadas no esgoto da cela. Somente os ossos foram encontrados. Técnicos da Politec estiveram no local recolhendo os restos mortais. Como a câmara fria da Politec local está com defeito, os restos mortais foram encaminhados para Barra do Garças, e de lá, irão para o setor de Antropologia do IML de Cuiabá.

Somente um exame de DNA poderá determinar quem é a vítima desta morte cruel. Dos 23 reeducandos que estavam nesta cela, 9 deles foram trazidos para a Delegacia de Polícia local, onde estão prestando depoimento esta tarde. A oitiva dos reeducandos pode ser demorada.

A polícia civil tem vários mistérios para investigar e desvendar: que tipo de instrumento foi utilizado para esquartejar o corpo, quem participou do crime e quais os motivos. Quem for responsabilizado pela morte do reeducando, pode ser enquadrado nos crimes de homicídio qualificado, ocultação de cadáver, associação criminosa, entre outros.

Comanda o inquérito policial, o Delegado Dr. Sued Dias de Cocalinho, substituindo a titular, Dra. Luciana Canaverde, que está de licença médica. O único preso que não respondeu à chamada na cela é Leandro Real Pereira, mas a confirmação só virá após exame de DNA que pode demorar alguns meses.