Bebê indígena recebe alta médica, mas seu destino é incerto

CUIABÁ – Depois de apresentar melhoras no quadro de saúde e sair da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) neonatal da Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá, a bebê indígena Analu Paluni Kamayura Trumai recebeu alta médica na segunda-feira (9). No entanto, segundo a assessoria de imprensa, ela ainda deve aguardar o posicionamento do Ministério Público Estadual (MPE), que deve definir onde ela ficará.

A menina de apenas 1 mês e 4 dias de idade passou todo o tempo em uma unidade hospitalar, desde que nasceu e foi enterrada viva numa cova rasa aos fundos da casa da família indígena, moradora de Canarana. A atitude da avó e bisavó, apontadas como responsáveis pelo ato criminoso, gerou várias complicações na saúde da criança que sobreviveu após ficar cerca de 7 horas enterrada numa cova rasa.

Desde então, Analu já passou por 2 procedimentos cirúrgicos, foi diagnosticada com infecção generalizada, insuficiência respiratória e tinha de se alimentar através de sonda. O quadro de saúde da bebê foi progredindo aos poucos. Porém agora, conforme a Santa Casa, a criança precisa de um lugar para ficar, já que se encontra em bom estado de saúde.

O destino dela será definido a partir do laudo de um estudo antropológico realizado pelo MPE, que deve apontar se a criança será devolvida a comunidade ou inserida em outra família substituta. O prazo para a conclusão do laudo é de 60 dias.