Carreta Novartis da Saúde chega no Mato Grosso para combate à hanseníase

CUIABÁ – A Carreta Novartis da Saúde chega ao estado do Mato Grosso oferecendo atendimento gratuito e exames para hanseníase, além de esclarecer dúvidas da população sobre a doença infecciosa crônica e curável que causa, sobretudo, lesões de pele e danos aos nervos.

Mato Grosso é o estado com mais casos de hanseníase no Brasil. Em 2017, mais de três mil pacientes foram diagnosticados com a enfermidade. A doença já deveria estar erradicada, mas atinge cerca de 30 mil pessoas no país ao ano. O Brasil está em segundo lugar no ranking de países com novos casos de hanseníase, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). A doença tem cura e o tratamento é oferecido gratuitamente no SUS.

O primeiro município a receber a Carreta Novartis da Saúde é Comodoro (MT). Depois de Comodoro, a carreta segue percorrendo o interior do estado até o fim de outubro, passando por cidades como Vale de São Domingos, Jauru, Tangará da Serra, Sapezal, Lucas do Rio Verde, Ipiranga do Norte, Alta Floresta, Paranaíta, Nova Bandeirantes, Colider, Itaúba, Diamantino, Rosário D’Oeste, Primavera do Leste, Novo São Joaquim, Água Boa, Canarana e Cocalinho.

Desde 2009, a Novartis possui a Carreta da Saúde, um caminhão itinerante, com cinco consultórios e um laboratório, que percorre todo o Brasil no combate à hanseníase. Atua em parceria com o Ministério da Saúde, com apoio do CONASS (Conselho Nacional de Secretários de Saúde) e do CONASEMS (Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde), buscando a erradicação da doença até 2020. Os tratamentos medicamentosos para a hanseníase também são doados pela Novartis à Organização Mundial da Saúde (OMS).

A hanseníase, comumente conhecida como lepra, é uma doença infecciosa causada pela bactéria Mycobacterium leprae, ou bacilo de Hansen, que lesiona os nervos periféricos e reduz a sensibilidade da pele. Geralmente, o distúrbio ocasiona manchas esbranquiçadas em áreas como mãos, pés e olhos, mas também podem afetar o rosto, as orelhas, nádegas, braços, pernas e costas. Apesar de não ter cura, o tratamento é capaz de controlar a doença e bloquear a transmissão da bactéria para indivíduos de convívio próximo.