Casos de chikungunya sobem 250% em MT

CUIABÁ – Enquanto a dengue e a zika registraram redução, os casos da febre chikungunya aumentaram 250% entre janeiro a 10 de agosto deste ano se comparado ao mesmo período de 2017, em Mato Grosso. Até o momento, dados da Secretaria de Estado de Saúde (Ses/MT) mostram que ocorreram 13.828 notificações da doença contra 3.941, no ano passado. Do total, mais de 70% (9.995) foram em Várzea Grande. O levantamento epidemiológico aponta Mato Grosso com alto risco de transmissão para a chikungunya.

Já os casos de dengue reduziram de 12.091, no ano passado, para 8.005, agora em 2018, em todo o território mato-grossense. Neste caso, a quantidade representa uma incidência de 242 casos por 100 mil habitantes. Entre os municípios que mais preocupam estão Cuiabá (1.365) e Rondonópolis (108). Também merecem cuidado redobrado Várzea Grande e Sinop, que registraram 1.521 e 543, respectivamente, sendo que estes dois apresentam alto risco de contaminação da dengue.

As notificações da zika sofreram uma queda 2.595, em 2017, para 945, em 2018 (taxa de 29/100 mil pessoas). E, em relação a chikungunya, a incidência estadual é de 418 por 100 mil indivíduos. Mas, quando se trata apenas de Várzea Grande, essa taxa é de 3.684/por 100 mil, o que deixa os várzea-grandenses sob alta ameaça de infecção da doença.

Situação semelhante ocorre em Cuiabá, onde a taxa é de 347 por 100 mil habitantes. Neste ano, nove óbitos foram registrados no Estado. Do total, cinco por febre chikungunya (dois confirmados e três em investigação), e os outros quatro por dengue (dois já confirmados). As mortes ocorreram em Cuiabá, Várzea Grande, Poconé e Serra Nova Dourada.

As três doenças são transmitidas pela picada de um mosquito Aedes aegypti infectado com vírus e a melhor forma de se proteger é combatendo o vetor. O período do verão é o mais propício à proliferação do mosquito, por causa das chuvas, e consequentemente, é a época de maior risco de infecção por essas doenças.

No entanto, as autoridades públicas reforçam a necessidade de a população ficar atenta e redobrar os cuidados para eliminar possíveis criadouros do mosquito durante o ano todo, evitando o acúmulo de água parada em recipientes como copos, pneus, tampinhas de garrafa ou vasos de plantas.