Centro de Hemodiálise é inviável no momento no médio Araguaia

ÁGUA BOA – Lideranças participaram no dia 23 de uma rodada de negociações sobre a possibilidade de instalar um centro de hemodiálise na cidade, com abrangência regional. O encontro foi na Câmara de Vereadores. Os técnicos informaram que o Centro de Hemodiálise necessita de 2 médicos nefrologistas com especialidade, um responsável técnico, duas enfermeiras especialistas, um técnico de enfermagem para cada 6 pacientes, uma assistente social, um psicólogo e uma nutricionista.

Todos esses profissionais são necessários por turno de atendimento. Além disso, os técnicos informaram que o Centro de Hemodiálise precisa cumprir com uma série de determinações técnicas específicas, como sistema de tratamento de água, aparelhos de Tomografia, Raio X e Laboratório com especialidades. Somente com o quadro completo o governo federal libera o funcionamento de hemodiálise.

Um médico nefrologista deve custar cerca de R$ 40 mil mensais, tamanha é a complexidade do serviço. Foi repassada a estimativa de custo inicial de uma estrutura física completa para hemodiálise, em torno de R$ 2 milhões para atender 60 pacientes. O custo mensal varia em torno de R$ 250 mil, cujo aporte de recursos viria do governo federal, estadual e municípios, via consórcio regional. Hoje, segundo gestores do Cisma e do Hospital Regional Paulo Alemão, fica inviável a instalação de um Centro de Hemodiálise na cidade, devido ao alto custo. Os técnicos do município e do Consórcio Regional de Saúde disseram que é mais fácil abrir uma UTI do que montar um centro de hemodiálise, devido aos detalhes técnicos exigidos.

Levantamento feito pelas secretarias municipais de saúde dos municípios da região aponta que cerca de 20 pacientes do médio Araguaia fazem atualmente hemodiálise três vezes por semana em Barra do Garças. Em Água Boa são 5 pacientes, 6 em Canarana, 5 em Nova Xavantina, um em Nova Nazaré, além de pacientes de outras cidades da região. O município de Água Boa gasta cerca de R$ 10 mil mensais para o deslocamento constante dos doentes que sofrem com problemas renais crônicos.