Chuva causa prejuízos no bairro Morada do Sol


CANARANA – O Morada do Sol é um dos bairros mais antigos da cidade, mas que tem uma das piores infraestruturas. Isso faz com que há anos os moradores sofram com poeira, lama, buracos nas vias e, em dias de chuvas intensas, prejuízos em suas residências. Além disso, os problemas provocam desvalorização dos imóveis.

Por ter certo declive, antes do bairro ser asfaltado é necessário fazer a drenagem. Ainda em 2016 o Governo do Estado anunciou a destinação de mais de R$ 2.000.000,00 milhões para a drenagem. As obras iniciaram no ano seguinte, com a abertura de buracos e colocação de manilhas. Porém, o Governo do Estado não pagou a empresa e ela abandonou os serviços, deixando inclusive os buracos abertos, que foram fechados ás pressas antes do início do último período chuvoso.

Sem previsão da destinação do recurso por parte do Governo do Estado, a solução foi entrar com pedido de cancelamento do contrato, caso contrário mesmo que se conseguisse novo aporte financeiro, com contrato em andamento não é possível investir no local.

Ainda este ano a Prefeitura conseguiu um recurso junto ao Governo Federal para obras no bairro, porém, não seria o suficiente para o que é necessário ser feito. Assim, a solução encontrada pela administração do prefeito Fábio Faria, foi buscar recursos em financiamentos para investir em obras de infraestrutura na cidade.

No mês de outubro que passou, os vereadores aprovaram uma autorização para que a Prefeitura contraísse R$ 9.000.000,00 milhões em financiamento junto à Caixa Econômica Federal. Após a aprovação, foi dada entrada no pedido e neste momento se aguarda o andamento dos trâmites burocráticos. Boa parte desse dinheiro vai para o Morada do Sol.

Na manhã de terça-feira, 06, uma chuva com mais de 150 mm em cerca de duas horas, prejudicou ainda mais a infraestrutura de alguns pontos da cidade, principalmente no Morada do Sol. Após as chuvas e os estragos, moradores fizeram postagens nas redes sociais mostrando a difícil situação. Ana Paula Biguelini postou fotos do murro de sua residência que quebrou com as fortes chuvas.

A moradora Roseli Schwartz postou: “Só me explica uma coisa prefeito Fabio Faria, vamos passar mais quantas vezes por esses transtornos, bairro Morada do Sol implora por socorro e já tem um tempo que vem acontecendo promessas e nada é resolvido”. Nos comentários, Sheila Mataran acrescentou: “Estou morando aqui no Morada do Sol, tenho apenas moto, daqui uns dias vou ter que ir empurrando até o asfalto, porque está impossível andar nas ruas sem asfalto”.

No mesmo dia o prefeito Fábio Faria fez um vídeo postado no Facebook, onde falou o seguinte: “Já pedimos para o secretário de Obras trazer todo o maquinário do trecho para a cidade para a gente dar atenção especial para o Morada do Sol e a rua Três de Maio, que foram muito danificadas com esta chuva de mais de 150 mm… Estamos atentos a tudo o que está acontecendo na cidade. Vimos os questionamentos sobre a drenagem do Morada do Sol, que realmente foi começada, mas era uma obra com recursos do Governo do Estado, onde o Estado não repassou o dinheiro para a empresa e ela parou a obra. Estamos cancelando o contrato e a partir do ano que vem a Prefeitura entra com recursos próprios para resolver a drenagem do Morada do Sol e de pavimentação asfáltica aonde não tem no município. Esse é um compromisso meu com toda nossa cidade”.

Muitos foram os comentários antes e depois da postagem do prefeito. A moradora Rosilene Schwartz fez novo comentário agradecendo a resposta: “Parabéns Fabio Faria pelo seu retorno, isso que esperávamos de um prefeito como você, que não fossemos esquecidos como anteriormente já conversamos. Agradeço pelo retorno, e peço mais uma vez que não esqueça do nosso bairro”.

E os pedidos continuaram. Luciana Zampieron Winck postou: “Que bom poder ter esta satisfação tão imediata… Desejamos que realmente saia do papel desta vez”. Maria Auxiliadora Oliveira postou: “Estamos precisando prefeito, hoje foi difícil sair de casa para ir para a Prefeitura. A chuva fez tanto buraco que ficamos quase sem saída para ir trabalhar hoje”.