Defensivos biológicos rendem economia de 30% nos custos da soja

CANARANA – O combate às pragas nas lavouras tem sido um problema constante na vida dos produtores rurais. Além dos tradicionais métodos, o uso de biológicos vem ganhando adeptos nas plantações de soja. Confira como um produtor de Mato Grosso tem conseguido altas produtividades com o uso dos defensivos biológicos.

Os biológicos tem sido há algum tempo um aliado no combate às pragas das lavouras, mas muitos agricultores têm um pé atrás, por acharem que o custo para este manejo seria muito elevado. Um produtor de Canarana, interior de Mato Grosso, começou a aplicar produtos à base de vírus e bactérias há 15 anos e hoje nem pensa em trocar pelos produtos químicos.

O sojicultor Alex Wisch conta que, em um primeiro momento, o contato com o biológico na lavoura não foi dos melhores, mas com tempo e paciência a opinião mudou.

“Foi até engraçada a situação, pois a gente aplicou e em três dias a lagarta não morreu. Fiquei desesperado, mas falaram que esse produto vai levar de cinco a seis dias para fazer efeito. Depois de seis dias, voltamos e a lavoura estava limpa. Realmente tivemos um efeito bom, vamos ver até onde vai. Naquela ocasião, aguentou 29 dias”, afirma.

Os produtos aplicados na plantação de soja de Wisch são à base de fungos, vírus e bactérias. Se tem umidade, o produto é ainda mais eficiente. A ideia é combater as pragas usando a própria natureza.

“Estes produtos têm muitas vantagens. Não poluem o meio ambiente, não contaminam o lençol freático e não matam inimigos naturais. Mas eu diria que hoje o principal fator é que o produto funciona a um preço competitivo”, ressalta o engenheiro agrônomo Gustavo Shiomo.

Os biológicos ajudam também no combate aos nematoides, que são vermes microscópicos que ficam no solo e prejudicam a produtividade da soja. Há cinco anos, um talhão da propriedade de Wisch foi atingido pelo problema e rendeu apenas 28 sacas por hectare. Agora, com o tratamento com biológicos e o manejo adequado do solo, a produtividade é de 60 sacas por hectare.