Delegado diz que MT deve sufocar facções e se preparar para represálias

CUIABÁ – Depois de um afastamento de dois anos, o delegado Flávio Stringueta está de volta à Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) da Polícia Civil.

Neste retorno, o delegado – que está na Polícia Civil desde 2001 – diz que as prioridades do setor para 2019 são o combate às facções criminosas, aos ataques a bancos e roubos de defensivos agrícolas.

Em relação ao combate às facções, Stringueta defende uma ação para isolar as facções dentro dos presídios, tirando delas o poder de comunicação com o lado de fora.

E o delegado acredita que vale a pena o Estado correr o risco de sofrer atentados como os que ocorreram recentemente no Ceará, quando facções ordenaram atos de violência em represália a um discurso de maior controle.

“É um risco calculado. Nós podemos saber hoje quais serão os ataques, quais serão as consequências que isso causará para a sociedade e os riscos que terão que ser suportados pelo Estado. Tudo isso é calculado”, disse, em entrevista ao MidiaNews.

“O que a gente vê hoje é que um criminoso, quando vai para dentro do presídio, a sociedade deveria esperar que ele pelo menos parasse de praticar crimes. E isso não vem acontecendo por conta dos aparelhos celulares lá dentro”, afirmou o delegado.

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