Disfunção renal melhora e bebê enterrada viva tira cateter

(Foto: Polícia Militar-MT)

A bebê indígena enterrada viva pela bisavó em Canarana, tirou na terça-feira (3) o cateter de tenckhoff, depois que sua disfunção renal melhorou. De acordo com a diretoria da Santa Casa de Misericórdia na capital, Analu Paluni Kamayaura Trumai encontra-se estável com melhoras significativas dos quadros renal e infecioso, respirando sem ajuda dos aparelhos.

Ainda conforme a Santa Casa, Analu está sendo acompanhada por uma fonoaudióloga para iniciar o processo de sucção, pois a dieta ainda está sendo por sonda. A bebê, que já está a 27 dias internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal da Santa Casa, vem melhorando cada dia mais, segundo a equipe médica.

Analu teve complicações decorrentes do tempo em que ficou enterrada – por um período de sete horas -, a recém-nascida acabou inspirando muita terra que passou a circular por todo o seu organismo. Os médicos e enfermeiros que, no entanto, garantem que estão fazendo tudo que a medicina disponibiliza para que Analu sobreviva e recupere sua saúde.

Após ser inicialmente internada no Hospital Regional de Água Boa, foi transferida às pressas para a capital, por meio de UTI aérea, com helicóptero do governo de Mato Grosso. No dia 5 de junho, quando foi retirada ainda com vida por debaixo da terra, o quadro clínico da bebê, de acordo com os médicos do município era gravíssimo. No dia 6, quando foi transferida para a Santa Casa já foi diagnosticada com insuficiência renal.

Dois dias mais tarde passou por uma cirurgia para passagem de cateter, para fazer diálise peritoneal e começou a fazer tratamento de diálise, já que os rins não estariam funcionando. Somente nove dias mais tarde, a bebê começou a reagir, ainda que vagarosamente, assim com estado de gravidade. Mas podendo seu quadro ser declarado estável.

A mãe da recém-nascida, de 15 anos, deu à luz por volta de 12h00 do dia 05 de junho. Ela foi resgatada por volta das 20h00. A família alega que a criança nasceu morta, mas a polícia atesta que a criança foi enterrada viva pelo fato da mãe ser mãe solteira, o que seria uma tradição da etnia. A bisavó foi presa no dia 6 de junho e a avó dias depois. Ambas estão usando tornozeleira eletrônica.