Fundação MT começa mais uma rodada de palestras

A edição 2018 do “É hora de Cuidar”, falará sobre “os cuidados no tempo certo – Foto: Assessoria/Arquivo

Com 100% da safra 2019 plantada na região sudeste do estado, a Fundação de Apoio à Pesquisa Agropecuária de Mato Grosso (Fundação MT), alerta que “É Hora de Cuidar” e segue para mais uma rodada de palestras em nove cidades do Estado. A edição 2018 do “É hora de Cuidar”, falará sobre “os cuidados no tempo certo”, com sugestões para o produtor do que fazer diante das dificuldades que devem surgir até a colheita, com relação ao manejo de nematoides e pragas e o uso eficiente das tecnologias de aplicação, além de lançar um questionamento importante, no caso dos nematoides: como o produtor vai se planejar com relação ao problema? O que ele vai fazer para reduzir as populações que só vem aumentando?

A nematologista Doutora em Fitopatologia, Rosângela Silva, pesquisadora da Fundação Mato Grosso e uma das palestrantes do evento, adianta que os resultados de avaliação com nematoides mostram um aumento muito grande nas áreas infestadas por cisto, na última safra. Segundo ela, alguns produtores ainda conseguem um bom resultado em função do uso de culturas resistentes no passado, mas os riscos de uma infestação e prejuízos, nesta safra e no futuro, são grandes. “Até o ano passado os produtores colheram muito bem, mas choveu muito bem também. Se tivesse um veranico no período de formação de grão, com aquela população de nematoides, provavelmente os prejuízos seriam grandes. O produtor ainda não está sentindo o prejuízo, mas poderia produzir mais”, afirma.

Nessa primeira etapa, a pesquisadora vai falar sobre o manejo de nematoides na cultura de soja, mais pontualmente sobre o nematoide de cisto, além de pontuar os resultados obtidos no manejo com químicos, biológicos, cultivares disponíveis e sugestões de consórcio ideais. Para Rosângela, neste momento o foco é de atenção, pensar, planejar, observar os sintomas da soja, detectar o problema e refletir como isso vai ser trabalhado na entressafra, para melhorar a situação. “O custo desse controle é maior, mas dentro do grupo de produtores que mais se dedicaram esse ano, tivemos resultados acima de 70, 80 sacas de soja por hectare”, afirma.

A entomologista Lúcia Vivan é pesquisadora na Fundação MT e estará presente no evento com o tema “Desafios para o manejo de pragas da soja: insetos sugadores e lagartas não alvo da tecnologia Bt”. O foco, segundo a especialista, será mostrar os problemas e impactos que esses insetos podem causar na cultura, oferecendo ferramentas para que o produtor possa fazer o monitoramento de sua área, quantificar a população da praga existente e conhecer que estágio ela está, para saber que produto usar e quando agir. “A maioria dos produtores não faz esse trabalho de monitorar, identificar o estágio da praga e quantificar a população, para saber a dose certa e o produto ideal a ser aplicado diante do problema, impactando muitas vezes no resultado final”, explica.

A especialista dará ainda exemplos e resultados de produtos que estão sendo aplicados, além de situações que podem acontecer na região, caso ocorra um período de veranico. “É como um alerta para o produtor, com base no trabalho de acompanhamento da lavoura que estamos fazendo de forma mais técnica, no ramo da pesquisa”, acrescenta.

O professor Humberto Santiago, da Universidade Federal do Oeste da Bahia (UFBO), engenheiro Agrônomo, Doutor em Engenharia Agrícola com Especialização em Mecanização Agrícola e Tecnologia de Aplicação, fecha o time de palestrantes do “É Hora de Cuidar 2018”, com o tema “Tecnologia de aplicação: como aplicar de forma eficiente em diferentes condições climáticas”.

O “É hora de Cuidar” passara pelas cidades de Sorriso (12/11), Lucas do Rio Verde (13/11), Diamantino (14/11) e Campo Novo dos Parecis (16/11). Seguindo para Confresa (19/11), Querência (20/11), Canarana (21/11), Primavera do Leste (22/11) e Rondonópolis. As inscrições serão realizadas na hora, sem custo e os interessados só precisam entrar no site da Fundação.