Jaime: “Se não melhorar a receita, dará com os burros n’água”

Senador eleito pelo democrata voltou a falar da necessidade de cobrar mais impostos do agro

O senador eleito, Jaime Campos que defende "caça aos sonegadores"

O senador eleito Jaime Campos (DEM) voltou a defender que o governador eleito Mauro Mendes (DEM) implante a taxação do agronegócio a partir do próximo ano, como forma de melhorar a receita do Estado.

Na avaliação do democrata, apenas uma diminuição no tamanho da máquina – medida que segundo ele será tomada pelo próximo governador – não será suficiente para incrementar o caixa de Mato Grosso.

“O Mauro vai diminuir um pouco o tamanho do Estado, isso já está definido. Agora, além de diminuir ele tem que melhorar a performance de sua receita. Caso contrário, dará com os burros n’água como aconteceu com o Pedro Taques”, disse Jaime.

A declaração foi dada na manhã desta quinta-feira (25), em entrevista ao Programa Primeira Página, da Centro América FM.

Não levem a mal e me desculpem, tem que cobrar impostos dos barões e tubarões que sonegam e não contribuem nada com o Estado

“Não levem a mal e me desculpem, mas tem que cobrar impostos dos barões e tubarões que sonegam e não contribuem nada com o Estado”, afirmou.

Jaime disse que já teve uma série de conversas com Mauro Mendes e ambos estão cientes das dificuldades para encontrar o chamado “dinheiro novo”.

Ainda durante a entrevista, o senador eleito saiu em defesa do funcionalismo público do Estado.

“Eu disse a saída para o Mauro. Não tem onde buscar receita. O que acontece? Toda culpa hoje está sendo jogada em cima do servidor público de Mato Grosso. So o servidor é culpado das mazelas que tem aqui no Estado? O servidor contribui, trabalha, presta serviço à altura da sociedade”, disse.

“Defendo cobrar dos barões que não pagam nada. Defendo até cobrar de forma progressiva. Agora, tem pessoas que não querem pagar nada e querem continuar ficando ricas, mais ricas. Naquela usura de ficar bilionário e não pagar nada”, afirmou.

Segundo Jaime, as medidas que podem ser consideradas “duras” devem ser tomadas urgentemente, “pela sobrevivência do Estado”.

“Caso contrário, vamos viver em um Estado rico na sua produção agrícola e a população vivendo em um estado de miséria, sem saúde, sem educação, como vi recentemente no Estado, criança estudando em tatersal (local onde faz leilão), colégio em Canarana detonado, em Pontes e Lacerda não tinha dinheiro pra merenda”, disse.

“Essa é a minha opinião e vou lutar para reeditar a Lei Kandir, fazer de forma justa, isonômica, com melhor distribuição daquilo que Mato Grosso perde em termos de ICMS”, concluiu o político.