Prédio que seria para ESF poderá abrigar Depol de Canarana

CANARANA – Após anos e anos fazendo gambiarras para tentar dar um local digno para os servidores da Delegacia de Canarana e a população que vai ao local, mesmo assim o prédio da DEPOL continua impróprio para os trabalhos. Goteiras, mofo, fossas são apenas alguns dos problemas.

A gestão passada do Governo do Estado prometeu durante a Caravana da Transformação, locar um imóvel na cidade para abrigar a Depol. Vereadores e policiais visitaram possíveis prédios, mas o pleito nunca foi atendido. Sabendo que o Governo do Estado está em crise financeira para construir uma Delegacia nova, a alternativa que restou foi procurar algum prédio do município que pudesse ser cedido.

Na gestão municipal passada, foi construído com recursos federais, um ESF indígena no bairro São Caetano, mas por falta de recursos o mesmo nunca entrou em funcionamento. A construção, com algumas adequações, poderia abrigar a Depol. O pedido foi feito pela Polícia Civil via Conseg (Conselho de Segurança da Comunidade) para a Prefeitura Municipal, que apoiou a ideia e remeteu o pedido para análise do jurídico.

Abandonado, o prédio do ESF foi depredado e saqueado, mas continua com a estrutura boa. Mesmo que não haja previsão de abrir ali um ESF, conforme informações apuradas pelo J. O Pioneiro, será preciso autorização do Ministério da Saúde para que a cedência seja confirmada. Caso for necessário, as autoridades do município já se dispuseram em ir para Brasília cobrar o pleito.

Na terça-feira, 16, membros do Conseg, da Polícia Civil, imprensa e vereadores, acompanharam o engenheiro da Polícia Civil do Estado, Robson Camargo, em visita ao local. Ele fará o projeto para adequação do prédio caso ele possa ser usado para a DEPOL, ação que tem o apoio dos moradores do bairro, que já se depararam com pessoas utilizando o local para práticas suspeitas.

Os recursos para adequação do prédio, caso for confirmado, precisarão vir de uma parceria. A Prefeitura Municipal já repassa um valor mensal para o Conseg, o Poder Judiciário já se disponibilizou em destinar recursos de transações pecuniárias. A outra parte a ser procurada será o Governo do Estado, já que a PC é de sua responsabilidade.