Produtores que não seguirem a calendarização do plantio serão multados, diz Indea

CUIABÁ – A polêmica sobre o pedido do não cumprimento da normativa vigente no estado, feita pela Aprosoja-MT, vem causando grande comoção no setor. A entidade alega que Instrução Normativa 02/2015, que regulamenta a calendarização do plantio, prejudica os agricultores que desejam produzir suas próprias sementes.

Em entrevista ao Mercado & Companhia, o presidente da Aprosoja-MT, Antônio Galvan, rebateu as críticas e convocou os pesquisadores a acompanhar o desempenho das áreas que forem semeadas em fevereiro.

Segundo a presidente do Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea), Daniella Soares, a instrução normativa 002/2015 -onde o prazo máximo para o plantio é até o dia 31 de dezembro- vigente no estado, é embasada em estudos científicos.  E o que será levado em consideração são as pesquisas da Embrapa, Universidades e Fundação Mato Grosso, que garantem que a normativa está “dentro dos padrões recomendados para o controle da ferrugem asiática. “O estado de Mato Grosso não fará nenhuma alteração de norma, a não ser que haja embasamento científico”, esclarece Daniella.

A dirigente lembra, que durante o ano de 2018, houveram diversas reuniões junto com a Aprosoja-MT e especialistas de controle da ferrugem, onde, em decisão unânime, afirmaram que as pesquisas ainda comprovam que o calendário praticado hoje é o mais eficiente.

Daniella reforça que a recomendação da Aprosoja-MT não possui embasamento científico e nem legal, e explica que se caso o produtor rural descumpra o que está previsto na IN 002/2015 poderá ser multado no valor de até 30 UPFs (Unidade Padrão Fiscal), acrescido de mais duas UPFs por hectares.

O presidente do Sindicato Rural de Primavera do Leste, José Nardes, declarou apoio para a mudança do calendário. “As entidades de pesquisa se negam a fazer uma nova pesquisa e nós produtores sabemos que a melhor data é o quanto mais tarde, melhor” fala Nardes.