Projeto que proíbe uso de narguilé em espaços públicos entra em estudo na Câmara Municipal

CANARANA – Entrou para estudo na Sessão Itinerante do dia 17 de setembro, no Garapú, projeto de lei assinado pela maioria dos vereadores, que dispõe sobre a proibição do uso de narguilé em locais públicos no município de Canarana.

Conforme o projeto, cabe a todo cidadão que, tomando conhecimento ou presenciado o uso do instrumento, deverá acionar a autoridade competente para as medidas que a lei do antitabagismo determina.

Também ficam responsáveis pela realização de campanhas educativas de combate ao tabagismo em todas as suas modalidades os seguintes órgãos e instituições: Secretaria Municipal de Saúde, Secretaria Municipal de Educação e Cultura, Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, Conselho Tutelar e CRAS.

Conforme estudos, fumar tabaco usando o cachimbo árabe narguilé, traz malefícios mais severos ao organismo do que o cigarro. Estudos da Organização Mundial de Saúde comprovam que uma sessão média de narguilé equivale ao consumo de 100 cigarros. Outro perigo é a piteira. De boca em boca, ela aumenta as chances de transmissão de doenças graves, como a hepatite.

O narguilé é composto de um fornilho (onde o fumo é queimado), um recipiente com água perfumada (que o fumo atravessa antes de chegar à boca) e um tubo, por onde a fumaça é aspirada pelas várias pessoas que compartilham uma sessão. O narguilé contém tabaco e por sua vez, nicotina. A substância causa dependência e produz os mesmos danos que o cigarro, porém em proporções ainda maiores.

Em Canarana, é comum o uso desse sistema, principalmente por jovens, em locais públicos como a Praça do Avião. O projeto não proíbe o uso do mesmo em locais particulares. Se sabe também que o mesmo não acabará com o uso do narguilé, mas é uma ação que, somada com a conscientização, pode enfrentar esse método que tanto mal faz.

Esse projeto já foi aprovado em várias cidades do estado de Mato Grosso. Para valer em Canarana, entrará em votação na sessão ordinária do dia 1º de outubro, aqui na cidade. Usuários do sistema são contra, logicamente, mas a grande maioria da população aprova a implementação do projeto.