Projeto social leva estudantes de Água Boa para conhecer fazenda

ÁGUA BOA – Ajudar estudantes a entenderem como a comida, seu vestuário, o combustível e vários aspectos de sua vida estão relacionados com a agricultura. Este é o objetivo do #SeLigaNaFazenda, um projeto voluntário capitaneado por mulheres do agronegócio, que leva adolescentes do 9º ano das escolas municipais e particulares para conhecerem uma propriedade rural.

Nos dias 12 e 13, cerca de 300 alunos de Água Boa foram até a Agropecuária Jerusalém. Lá, viram como uma fazenda funciona, conhecendo os insumos, os maquinários, as instalações, como o agronegócio gera renda e onde ele está inserido no dia a dia de todas as pessoas. O Soja Plus, programa de sustentabilidade e gestão econômica e social das propriedades rurais da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja), foi apresentado pela supervisora de projetos Letícia Laabs Rosa.

Para a professora Paula Érica, coordenadora da Escola Estadual Antonio Gröhs, o projeto proporciona aos estudantes uma aula extraclasse muito rica. “É um momento de aprendizado que desperta ainda mais o senso crítico diante de assuntos vistos apenas pelo lado teórico. Como sobre os pesticidas, por exemplo, que sempre gera polêmica e debates em sala de aula”, afirma. Ela ressaltou que os alunos se sentiram honrados em conhecer a rotina do campo descrita por profissionais como agrônomos, veterinários, administradores, entre outros.

A professora Roseli Aparecida Castanheira, que participou do evento com a escola Antonio Gröhs e o colégio Jesus Maria José, também acredita que a conexão entre teoria e prática foi importante. As dinâmicas aplicadas aos alunos foram fundamentais para entenderem a importância do setor para a economia global e, principalmente, para a local.

“Este projeto veio ao encontro dos anseios dos jovens que estão se preparando para o mercado global. O que mais chamou atenção dos alunos foram as inovações tecnológicas para o aumento da produtividade e a conscientização com o meio ambiente através dos descartes das embalagens e armazenamento de pesticidas. Também chamou a atenção a qualificação dos profissionais do agronegócio, principalmente em relação a automação”, conta a professora.

Carla Borges, produtora rural, faz parte de um grupo de mulheres sucessoras do agronegócio. Elas tiveram a ideia de implantar, em Goiás, o #SeLigaNaFazenda para mostrar aos adolescentes um pouco mais da realidade do agronegócio. “Já vi em alguns lugares do mundo projetos que abrem as porteiras das fazendas para promover a agricultura local. Por isso, pensamos em fazer este programa voluntário. Como moro em Água Boa, estamos iniciando por aqui e queremos estender para mais municípios”, afirma.