Qual seria o PIB se o Araguaia fosse um Estado?

CANARANA – O J. O Pioneiro fez uma pesquisa no site o IBGE, para saber qual seria a soma do PIB dos 30 municípios que integram a antiga proposta de criação do Estado do Araguaia, território atualmente que faz parte de Mato Grosso.

Pela proposta, 30 municípios da região conhecida como Vale do Araguaia integrariam o novo estado, ocupando ¼ do território do atual Mato Grosso. Fariam parte os municípios de Água Boa, Alto Boa Vista, Araguaiana, Barra do Garças, Bom Jesus do Araguaia, Campinápolis, Canarana, Cana Brava do Norte, Cocalinho, Confresa, Gaúcha do Norte, General Carneiro, Luciara, Nova Nazaré, Nova Xavantina, Novo Santo Antônio, Novo São Joaquim, Paranatinga, Pontal do Araguaia, Porto Alegre do Norte, Querência, Ribeirão Cascalheira, Santa Cruz do Xingu, Santa Terezinha, Santo Antônio do Leste, São Félix do Araguaia, São José do Xingú, Serra Nova Dourada, Torixoréu e Vila Rica.

A soma do PIB destes municípios com base o ano de 2016 foi de R$ 11.606.045 bilhões, o que representa menos de 10% do PIB de Mato Grosso, que foi de R$ 123.834.000 bilhões no mesmo ano. O maior PIB do Araguaia é de Barra do Garças (R$ 1.747.384 bilhão), Canarana está em terceiro (R$ 1.031.851 bilhão) e o menor é de Luciara (R$ 28.556 milhões). Porém, a riqueza da nova unidade federativa ficaria à frente, por exemplo, de Roraima (R$ 11.011.000 bilhões), e no mesmo patamar de Acre (R$ 13.751.000 bilhões) e Amapá (R$ 14.339.000 bilhões).

O que se vê não é somente o PIB atual do Vale do Araguaia, mas o seu potencial de crescimento, principalmente agrícola, convertendo pastagens degradadas em lavouras. Outras culturas, como o algodão, também estão entrando na região, o que poderá elevar consideravelmente o valor de produção do campo. A vinda de indústrias para beneficiar a produção agrícola é algo bem provável que acontecerá nos próximos anos. Além disso, rodovias como a BR-242, 080, 158 e 251, além de ferrovia FICO, deixariam a região com uma logística favorável.

No momento não há força política, nem orçamento para esta ideia. Para alguns, a divisão criaria mais despesas com mais uma máquina de governo funcionando. Para os moradores da região, o pensamento é de que a região ganharia com os recursos ficando aqui e não indo para Cuiabá, capital distante do Araguaia. Conforme especialistas, a melhor solução para as regiões que querem virar estado seria a criação de territórios federais, que seriam menos onerosos por ter uma estrutura administrativa menor. Amapá, Acre e Roraima já funcionaram assim antes de se tornarem estados.