Recém-nascida já respira sem a ajuda de aparelhos, mas a situação renal é grave

Criança enterrada viva e socorrida por militares está internada na Santa Casa da Capital e vem apresentando melhoras, porém situação renal ainda é grave

O estado de saúde da indígena recém-nascida enterrada viva em Canarana (a 823 km de Cuiabá) apresentou melhoras nos últimos dias. O quadro clínico dela, porém, ainda é considerado grave, informou o Hospital Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá. Ela está internada na UTI.

A criança foi enterrada viva pela bisavó, Kutvamin Kamayura em 5 de maio. A mulher, de 57 anos, alegou que pensou que a bisneta havia nascido morta e por isso, cumprindo a tradição de sua etnia, enterrou a pequena. A avó da criança também foi presa, por suspeita de planejar o enterro da criança. As duas estão em liberdade, porém utilizam tornozeleiras eletrônicas.

Conforme boletim médico divulgado nesta segunda (25) pela Santa Casa de Cuiabá, a indígena recém-nascida encontra-se estável, porém o quadro de saúde dela é considerado grave por conta de dificuldades na função renal, que não apresentaram melhoras nos últimos dias.

A garota, que chegou a ser entubada, atualmente respira sem a ajuda dos aparelhos. Ela tem se alimentado por meio de uma sonda, que foi colocada por meio de uma cirurgia, realizada nos primeiros dias em que ela chegou ao hospital.

Desde que chegou à Santa Casa, a recém-nascida passou pelo procedimento de diálise peritonal, realizado para auxiliar no funcionamento dos rins. O tratamento, porém, foi suspenso até que saiam novos exames sobre a saúde dela.