Vejo as pessoas depressivas, estressadas e ansiosas

Percebo uma quantidade assustadora de pessoas passando por dificuldades emocionais. Do policial, ao professor, ao empresário, ao político, ao produtor, ao patrão, ao funcionário, ao jovem, ao velho, ao rico, ao pobre.

Problemas emocionais que levam a depressão, stress, ansiedade, que levam a tristeza, desesperança, bebidas, drogas, problemas de saúde, separações, decisões desesperadas e, até, em últimos casos, ao suicídio.

Estive, no final do mês de agosto, ministrando um curso de coaching, mas que podemos dizer, trata de inteligência emocional, para estudantes de medicina da Upe, que fica em Presidente Franco, no Paraguai, divisa com o Brasil.

O motivo de ter ido lá, foi o mesmo que assola grande parte da população mundial: problemas emocionais. Estudantes de medicina, um curso puxado, a grande maioria brasileiros, na maioria longe da família e sozinhos, em um país diferente. Todas as circunstâncias para dar um curto-circuito nas emoções.

O famoso escritor brasileiro, Augusto Cury, fala que questões emocionais, como a ansiedade, são o mal do século. Ele é um dos escritores que mais vende livros no mundo. Ele também criou a Escola da Inteligência, que auxilia escolas no ensino da inteligência emocional.

Desde o ano passado, faço cursos na área do coaching e já ministre em empresas, igrejas, na Cadeia Pública, Prefeitura Municipal e no Paraguai os cursos da área. Fiz por conhecimento, porque antes de transmitir a alguém, ninguém mais do que eu precisava desse conhecimento.

Conhecendo um pouco dessa área e constatando nos meios sociais em que vivo, percebo o quanto as pessoas estão sofrendo por não saberem lidar com desafios emocionais, que advém de situações adversas que qualquer pessoa passa pela vida.

A família tem a obrigação de formar o caráter dos filhos, a escola o ensino técnico, a igreja o ensino espiritual, mas até então, até porque é uma ciência nova, nem família, nem escola, nem igreja, num modo geral, sabem lidar com questões emocionais.

Percebo pessoas com pouco conhecimento técnico, até analfabetas, mas que por algum motivo em sua criação, possuem uma sabedoria emocional muito grande. São felizes, mesmo passando por severos desafios na vida. É a forma como encaram a vida.

Em contraponto, pessoas com muito estudo, bem resolvidas, que teriam tudo para serem felizes, não sabem lidar com problemas, dos mais fáceis aos mais difíceis. Não sabem comandar seus pensamentos, seus sentimentos, sua linguagem e suas decisões.

Percebo muitas pessoas e, afirmo que uma delas era eu, com crenças limitantes criadas por situações vividas desde a infância, que impõem verdades no inconsciente que comandam indiretamente nossas decisões por caminhos desastrosos.

É como andar de carro. No começo a gente presta atenção em tudo. Depois, entra no piloto automático e dirige até conversando com outro. Isso porque o cérebro automatiza habilidades e crenças que são reproduzidas automaticamente. Se assim não fosse, o cérebro pifava.

O problema é que foi automatizado, como uma programação de computador, crenças que impedem uma pessoa de ser, por exemplo, feliz. É como aquele que acredita que para alguém ser rico, outro deve ser pobre. Se ele tiver caráter, como não quer que ninguém fique pobre para ele ficar rico, quando as oportunidades surgirem, inconscientemente irá se auto sabotar.

Pensando nisso, através de um recurso federal, estamos trabalhando junto com a Secretaria Municipal de Educação, para implementar em algumas escolas ou séries de escolas municipais, o projeto da Escola da Inteligência do Augusto Cury aqui em Canarana, que irá treinar os professores a trabalharem com os pais e os alunos sobre como lidar com questões emocionais.

Acredito que cada vez mais a demanda por técnicas como o coaching, psicólogos, terapeutas e similares, serão necessárias em nossa sociedade, pois a correria do dia-a-dia desta sociedade alienada em compromissos e que não aceita passar por problemas, está criando um povo ansioso e que não sabe lidar com as emoções quando surgem adversidades.