AMM leva trabalho técnico às aldeias que ainda não possuem acesso à energia elétrica

CANARANA – A Associação Mato-grossense dos Municípios – AMM está trabalhando para garantir a execução de obras de eletrificação nas comunidades indígenas do estado. No mês de setembro, com o apoio da Fundação Nacional do Índio (Funai), a entidade realizou um trabalho de verificação das demandas e auxílio com os pedidos de acesso à rede. Onze aldeias foram visitadas por indicação dos prefeitos associados, com o objetivo de agilizar o atendimento dessas localidades no programa federal Luz Para Todos.

O presidente da AMM, Neurilan Fraga, que ocupa uma cadeira no comitê gestor estadual do programa, ressaltou que as comunidades indígenas, juntamente com as comunidades quilombolas, ribeirinhos e pequenos agricultores que vivem em regiões isoladas compõem o grupo de atendimento prioritário. “O acesso à rede elétrica é fundamental para garantir a cidadania desses povos. Nessas regiões, a qualidade dos serviços de saúde e educação acaba sendo comprometida pela carência de infraestrutura energética”, acrescentou.

A pedido da prefeitura de Canarana, o técnico da AMM, Érviton Furtado, visitou diversas aldeias indígenas juntamente com a Fundação Nacional do Índio (Funai) para tratar do processo de eletrificação rural. Eles estiveram nas aldeias Belém, Aopa, Ubdonhou, Etetsimarã, Rairãte, Etwa e Estas que também ocupam parte do território dos municípios de Ribeirão Cascalheira e Alto da Boa Vista.

O grupo também se reuniu com as lideranças das aldeias Noruvuto e Sabiá sobre a inclusão das localidades no programa Luz Para Todos. A AMM solicitou à Energisa que seja elaborado o projeto para levar energia elétrica a essas comunidades, o que foi atendido pela concessionária. A previsão é que as obras sejam iniciadas após a conclusão do projeto, garantindo o acesso à rede para cerca de 200 indígenas.

Em Porto Alegre do Norte, Érviton acompanhou o prefeito Daniel Lago em reunião com a Funai e Energisa para tratar do atendimento à aldeia Santa Luzia. Uma visita foi realizada ao local, onde as lideranças indígenas expuseram o anseio da comunidade pelo acesso à eletrificação e a preocupação com a demora do início das obras, por conta do difícil acesso durante o período chuvoso.

A AMM ainda participou de uma reunião na Aldeia Pokanu, a pedido da prefeitura de Canabrava do Norte. As obras nessa região estão paralisadas devido a uma disputa judicial sobre a área demarcada. Na ocasião, foi acordado que os departamentos jurídicos da Funai e da Energisa irão discutir, em Cuiabá, alternativas para destravar o processo.