PC de Canarana adere a movimento que pede igualdade na reforma da previdência a todas as polícias

CANARANA – A Polícia Civil de Canarana aderiu ao movimento a nível nacional, que engloba várias polícias, entre elas a Civil e a Federal, que protesta contra a reforma da previdência. Na tarde de terça-feira, 25, o atendimento era prestado somente em casos se situações emergenciais. Conforme o delegado Dr. Deuel Paixão, eles querem a inclusão dessas forças policiais na mesma regra que será dada aos militares, que terão uma regra especial dentro da reforma.

“Queremos os mesmos tratamentos que estão tendo os policiais militares, porque assim como eles, nós também fazemos parte da segurança pública, sofremos os mesmos riscos, não podemos fazer greve. Se na execução do trabalho nós sofremos os mesmos riscos, também não é justo na reforma da previdência não ter os mesmos direitos dos militares”, disse o delegado. Nos próximos dias policiais de todo o Brasil irão à Brasília para protestar.

Ainda de acordo com o Dr. Deuel, um fato que demonstra o risco, por exemplo, dos policiais civis, foi a investigadora de Ribeirão Cascalheira assassinada há algumas semanas quando os bandidos descobriram que ela era policial. “Deixaram para trás o esposo, deixaram o cunhado, mas ela mataram porque era policial. O bandido não quer saber se é policial militar ou civil, polícia para bandido é polícia, não importa a cor da camisa”, finalizou.

Pelas regras atuais da previdência, os policiais civis precisam ter contribuído 25 anos, se mulheres, ou 30 anos, se homens, sendo o tempo mínimo de exercício do cargo de natureza estritamente policial de 15 e 20 anos respectivamente. Não há idade mínima para a aposentadoria. De acordo com a reforma, todos os policiais se aposentarão aos 55 anos, tanto homens quanto mulheres. Já os militares seguem outras regras, consideradas mais vantajosas conforme as demais forças de segurança pública.