Relatórios apontam quanto o governo investe em saúde indígena na região de Canarana

BRASÍLIA – Conforme reportagem postada no Portal Terra no dia 26 de agosto, em relatórios técnicos e da área de inteligência do governo Bolsonaro, há dados que apontam gastos federais maiores para a saúde de indígenas em relação ao restante da população.

De acordo com dados que chegaram ao Planalto, o maior repasse de verbas do governo federal para ONGs é para a saúde indígena. Em 2019 está previsto o repasse de R$ 1,6 bilhão, sendo a metade para as ONGs e a o restante para atividades administrativas, custeio, pessoal, como médicos, enfermeiros, funcionários em geral.

O distrito Xingu, em Canarana-MT, que abriga oito municípios, receberá R$ 37,8 milhões, sendo R$ 14,7 milhões para a ONG SPDM. A despesa anual com cada um dos 7.627 índios que moram nesse distrito é de R$ 4.957,40, enquanto cada um dos mais de 99 mil habitantes dos oito municípios tem gasto de R$ 38,60. Ou seja, o desembolso da União com um índio nesta região representa 128,4 vezes mais do que com um não índio.

Mesmo com gastos maiores, segundo o governo, a mortalidade infantil indígena é três vezes maior que a da população civil.

Repasses

Os relatórios encaminhados ao Planalto ressaltam também que, embora o governo federal repasse recursos para as ONGs, a maior parte da verba para este segmento vem do exterior. Esses estudos mostram ainda que do total de recursos que chegam às ONGs que operam no Brasil, menos de 5% vem da União.

Em um dos estudos repassados ao Planalto, intitulado ONGs na Amazônia, a estimativa é que, do total de recursos recebido pelas ONGs, apenas de 10% a 15% destas verbas são destinadas à atividade fim.

Áreas estratégicas

O governo brasileiro defende a tese de que é de interesse estratégico e econômico de outros países manter a região amazônica intocada para evitar concorrência no agronegócio, no caso da França, e na extração de minérios, no caso do Reino Unido.

Reportagem completa no seguinte link:

https://www.terra.com.br/noticias/ciencia/sustentabilidade/critica-a-ongs-usa-dados-de-repasse-a-saude-indigena,56ba9a141d871cc90e1583f6479d021dhx7yo43y.html