Setor de energia solar lança campanha #eusou10 em prol do segmento no estado

CUIABÁ – Em defesa da manutenção dos incentivos fiscais pelo período de dez anos, o setor de energias renováveis de Mato Grosso lançou a campanha #eusou10. Durante toda a semana, representes do SINDENERGIA estiveram na Assembleia Legislativa do Estado (ALMT) buscando apoio dos parlamentares para a alteração do PLC 53/2019.

O objetivo da campanha é reunir forças a favor da energia solar, além de reforçar o enorme risco de retrocesso no segmento caso o projeto do governo seja aprovado.

O setor elaborou um folder explicativo com os números da geração distribuída (GD) que foi entregue em mãos para os deputados estaduais. O texto ainda divulga as propostas já apresentadas ao governo e os benefícios econômicos que o segmento gera no estado.

“São tantos os benefícios (econômicos, ambientais, sociais, energéticos e estratégicos, geração de empregos e renda descentralizada em cada município) da geração distribuída que uma taxação ao setor provocará uma crise de imagem de grandes proporções para o governo e, eventualmente, para a Assembleia”, trecho do folder.

Mobilização

Debates com representantes do governo fizeram o Estado manter o incentivo fiscal, pelo prazo de quatro anos. Mas essa contraproposta não atende às necessidades do setor.

Na segunda-feira (15), as duas entidades do setor solar protocolaram na Assembleia Legislativa uma Carta Aberta à Comissão Especial do PLC 53/2019, propondo a alteração no texto para que os incentivos sejam mantidos pelo período mínimo de dez anos, a contar a partir de janeiro de 2020.

Números

Dados da ABSOLAR apontam que Mato Grosso ocupa o quinto lugar no ranking entre os estados com maior potência instalada em geração solar distribuída.  Cuiabá está em sétimo lugar entre os municípios no país.

De acordo com o levantamento, o estado acumula cerca de 47,8 megawatts (MW) de potência instalada, o equivalente a quase 5,8% do que é produzido na geração solar distribuída no país. Já Cuiabá reúne 7,7 MW, o que corresponde a 0,9% da geração solar.

Ainda segundo mapeamento da ABSOLAR, Mato Grosso possui atualmente cerca 3,7 mil sistemas de geração distribuída renovável de pequeno porte em telhados e pequenos terrenos, com mais de R$ 525 milhões de investimentos acumulados e mais de dois mil empregos gerados.